Um homem de 45 anos de idade, compareceu ao
atendimento médico queixando-se de tontura rotatória ao acordar, de início súbito, havia 4 dias, com
duração de cerca de poucos segundos, com melhora completa espontânea depois desse curto período.
No dia do atendimento, as crises agravaram-se, tornando-se mais intensas e frequentes desde a hora
em que acordara. Ele informou que o episódio se repetira ao pegar uma roupa na prateleira de cima do
armário. Pela indisposição, voltara a deitar-se, e a tontura voltara a acontecer algumas vezes, sempre
desencadeada pelo movimento, com remissão após alguns segundos. Permanecera com sensação de
“cabeça oca e flutuando” e náuseas, quando então procurara o atendimento especializado. O paciente
negou plenitude aural, perda auditiva ou zumbido.
Havia cerca de 6
meses, vinha apresentando episódios frequentes e fugazes de desequilíbrio, com frequência semanal,
aparentemente sem fatores desencadeantes. Eventualmente, tinha crises de cefaleia, mas que não o
incomodavam. Relatou lembrar-se de que a mãe se queixava muito de dor de cabeça. Relatou, ainda,
desconhecer comorbidades ou alergias e negou uso de medicamentos. Tinha sobrepeso e informou ser
tabagista (20 maços-ano) até 10 meses antes do atendimento.
Considerando o quadro
clínico descrito e os múltiplos aspectos a ele relacionados, julgue o item seguinte.
Os estudos histopatológicos em pacientes com doença de
Ménière revelam que o sáculo é
acometido pela hidropsia
antes do utrículo, o que explica porque o potencial evocado
miogênico vestibular
cervical (cVEMP), que tem origem no
sáculo, pode estar alterado em estágio inicial da doença sem
que
haja alteração no potencial evocado miogênico
vestibular ocular (oVEMP), que representa
primordialmente
a função do utrículo.