Texto CG1A1-II
O
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) publicou, no final do ano de 2022, o
Relatório de Desenvolvimento Humano 2021/2022,
que consolida o índice de desenvolvimento humano (IDH) — que mede a saúde, a educação e o
padrão de vida de uma nação — em todo o planeta.
O documento demonstra que temos
muito o que avançar e até reconstruir: pela primeira vez, o valor do IDH mundial diminuiu por dois anos
consecutivos, voltando aos níveis de 2016. Nem na crise financeira global de 2008/2009 houve retração
no IDH global. A crise humanitária se agravou em diversas regiões, tendo atingido particularmente a
América Latina, o Caribe, a África Subsaariana e o sul da Ásia.
Segundo o relatório,
aspectos como o recuo democrático, os conflitos armados, a pandemia, as mudanças climáticas e seus
efeitos cada vez mais frequentes e de maior impacto, aumento das desigualdades e mutação da
ordem geopolítica interagem em um “complexo de incertezas” que aumenta a sensação de
insegurança, como já mapeado no Relatório Especial sobre a
Segurança Humana do PNUD, divulgado no início de 2022, segundo o qual seis em cada sete
pessoas em todo o mundo se sentiam inseguras sobre diversos aspectos das suas vidas, mesmo
antes da pandemia de covid-19.
Como caminho para reverter a tendência e
recuperar a trajetória de melhoria do IDH, o diretor do Escritório de Desenvolvimento Humano do
PNUD, Pedro Conceição, afirma que é necessário dobrar o desenvolvimento humano e olhar além da
melhoria da riqueza ou da saúde das pessoas. “Embora esses pontos continuem importantes, também
é necessário proteger o planeta e fornecer às pessoas as ferramentas necessárias para se sentirem
mais seguras, recuperar o controle sobre suas vidas e ter esperança no futuro.”
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